segunda-feira, 11 de abril de 2011

Deficiência leve?

Há um impasse no mercado de trabalho. De um lado empresas precisando de mão-de-obra qualificada, especializada de outro, profissionais recém-formados, qualificados, competentes. Estamos falando da empregabilidade das pessoas com deficiência. Nos últimos meses falou-se muito no assunto em diversos meios de comunicação, afinal, é politicamente correto uma organização defender a inclusão.
O ponto intriga é a exigência de algumas corporações: pessoas com deficiência leve.
Aí fica a questão: como se define deficiência leve?
Qualquer que seja a deficiência de um individuo – física, mental, visual, auditiva, – acreditem, não é nada leve. O fato de se ter limitações que requerem adaptações, mesmos as mais simples, não aumenta ou diminui a capacidade de desenvolvimento de uma atividade.
Então, tem-se outro impasse: as organizações procuram por profissionais qualificados, competentes ou apenas cumprir o sistema de cotas e livrarem-se de possíveis multas?  Segundo o Artigo 27 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência tem-se ou seguinte:
Trabalho e emprego 
6. Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência de trabalhar, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas. Este direito abrange o direito à oportunidade de se manter com um trabalho de sua livre escolha ou aceito no mercado laboral em ambiente de trabalho que seja aberto, inclusivo e acessível a pessoas com deficiência. Os Estados Partes deverão salvaguardar e promover a realização do direito ao trabalho, inclusive daqueles que tiverem adquirido uma deficiência no emprego, adotando medidas apropriadas, incluídas na legislação, com o fim de, entre outros: 
. Proibir a discriminação, baseada na deficiência, com respeito a todas as questões relacionadas com as formas de emprego, inclusive condições de recrutamento, contratação e admissão, permanência no emprego, ascensão profissional e condições seguras e salubres de trabalho; 
. Proteger os direitos das pessoas com deficiência, em condições de igualdade com as demais pessoas, às condições justas e favoráveis de trabalho, incluindo iguais oportunidades e igual remuneração por trabalho de igual valor, condições seguras e salubres de trabalho, além de reparação de injustiças e proteção contra o assédio no trabalho; 
. Assegurar que as pessoas com deficiência possam exercer seus direitos trabalhistas e sindicais, em condições de igualdade com as demais pessoas;
. Possibilitar às pessoas com deficiência o acesso efetivo a programas técnicos gerais e de orientação profissional e a serviços de colocação no trabalho e de treinamento profissional e continuado;
. Promover oportunidades de emprego e ascensão profissional para pessoas com deficiência no mercado de trabalho, bem como atendimento na procura, obtenção e manutenção do emprego e no retorno a ele; 
. Promover oportunidades de trabalho autônomo, empreendedorismo, desenvolvimento de cooperativas e estabelecimento de negócio próprio;
. Empregar pessoas com deficiência no setor público; 
. Promover o emprego de pessoas com deficiência no setor privado, mediante políticas e medidas apropriadas, que poderão incluir programas de ação afirmativa, incentivos e outras medidas; 
. Assegurar que adaptações razoáveis sejam feitas para pessoas com deficiência no local de trabalho; 
. Promover a aquisição de experiência de trabalho por pessoas com deficiência no mercado aberto de trabalho; e 
. Promover reabilitação profissional, retenção do emprego e programas de retorno ao trabalho para pessoas com deficiência. 
6. Os Estados Partes deverão assegurar que as pessoas com deficiência não serão mantidas em escravidão ou servidão e que serão protegidas, em igualdade de condições com as demais pessoas, contra o trabalho forçado ou compulsório. 

Diante disso cabe salientar que muitos profissionais recém-formados encontram dificuldades para ingressar no mercado de trabalho por falta de preparo na estrutura do local de trabalho. Enquanto outros recorrem ao beneficio do governo sem sucesso.
Sem trabalho, sem o auxilio do governo (que exige a comprovação da deficiência, da incapacidade da atividade laborativa e a pobreza extrema, afinal quem pode viver dignamente com R$415,00 por mês?) o individuo é fadado à dependência familiar. Os diplomas são engavetados, o talento e a competência ignorados e o Artigo acima se torna obsoleto.
Deficiência leve? E onde se tem leveza nisso tudo?

quinta-feira, 31 de março de 2011

Indra e Escola São Paulo

Indra e escola São Paulo criam programa de integração cultural para pessoas com deficiência através do uso de tecnologias inovadoras.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Novidades na Área de Tecnologia


Empresa sueca revela notebook controlado pelos olhos do usuário.
Tobii se uniu a Lenovo para desenvolver 20 protótipos com Windows 7.
Companhia prevê colocar as máquinas no mercado em dois anos.



segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Frisemos Aqui A Simplicidade.




Há meios simples de tornar a vida das pessoas mais confortável, digna.
Um exemplo disso é a colocação de barras de apoio. A colocação desse item pode proporcionar - além da segurança - conforto, autonomia.
O custo de barras de apoio pode variar de acordo com o tamanho.
Uma barra de 20cm pode variar de R$45,00 a R$50,00. É claro que nem todos tem acesso a esse item de adaptação, já que além de do valor há também a necessidade de mais de uma delas, de diferentes tamanhos e formas que podem custar ente R$80,00 a R$120,0 de acordo com a região ou o material.
De acordo com dados do Blog http://normasacessibilidade.blogspot.com/, se uma construção for executada nos padrões do Desenho Universal, os custos da implementação da acessibilidade são insignificantes, porém em uma reforma para adequação do Desenho Universal pode representar 20% do custo global.

Acréscimo no custo da implantação da acessibilidade (Desenho Universal) quando já consideradas desde o projeto:
  • 0,5% a 3% na construção de casas;
  • 0,5% a 1% na construção de edifícios de habitação coletiva;
  • 0,11% na construção de centros comerciais, restaurantes e estacionamentos;
  • 0,13% na construção de salas de aula;
  • 0,006% na construção de shoppings.
Diante desses dados, pergunto-me: porquê não tornar as coisas mais simples? Desenvolvendo projetos que levem em conta as limitações dos seres humanos, sejam eles pessoas com deficiência ou mesmo idosos, que também necessitam de cuidados especiais.
Projetos como o Vila da Dignidade da CDHU, voltada ao público idoso é um grande avanço no sentido de respeito, humanização. Mas há muito a se fazer ainda.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Felicidades...

A todos um Feliz Natal, um Ano Novo de muito sucesso, realizações...
Que este ano seja o início de um caminho iluminado, colorido, vitorioso...
Que sejamos mais corajosos para sermos mais verdadeiros...
Que os Anjos e Arcanjos estendam suas asas sobre nós e nos protejam, iluminando, guiando nossos passos rumo ao sucesso...
Deus abençoe a todos, assim como abençoou minha vida neste ano que se finda.

Felicidades a todos...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Braingate

Experiências com implantes cerebral em pacientes com serias lesões de medula vêem sendo testados por pesquisadores norte-americanos.
Trata-se de uma prótese neuromotora, que permite escutar a conversa dos neurônios entre si, para transformar numa linguagem que um computador possa entender, desencadeando uma ação. Esses sinais passam por fios de ouro para um pedestal de titânio, no couro cabeludo do paciente, que depois, através de um cabo os envia para um computador.
Alguns testes deram bons resultados, possibilitando movimentar cursores, verificação de e-mails através de impulsos nervosos, porém, depois de algum tempo esses implantes deixaram de funcionar sem que houvesse um motivo biológico, o que leva os pesquisadores pensar em avaria do equipamento.
Os pesquisadores agora trabalham na hipótese de fazer um sistema sem fios, que seja mais rápido, e resolver as falhas do projeto anterior, o Braingate.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

REPASSANDO - Mostra Especial do Dia da Animação Para Deficientes Visuais

Hoje à tarde: Mostra Especial do Dia da Animação Para Deficientes Visuais no Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro.